A vida tem me mostrado que nada é fácil.
Eu sei: é difícil. Sei também que essa parede que divide nossa história, está por
um triz de ser destruída – a um passo do reencontro. Não entendo por que tudo precisa
ser tão complicado, mas compreendo que é preciso ter calma. Tudo no seu tempo.
Aprendi na caminhada que há passagens
pelas quais precisamos atravessar para crescer. Só que essa demora...essa
demora corrói por dentro. É preciso estar em um patamar muito alto para
sobreviver a tudo isto.
Meus dias estão contados, e as horas não
tem pena de ninguém. Correm – impiedosas. Os anos, então, nem olham para os
lados. O ano começa e, quando percebo, já é fim de ano. Nesse intervalo entre
um ano e o outro, sinto meus passos mais lentos.
Conheço as fissuras por onde o vento entra
e a chuva se infiltra pelo mesmo caminho. Conheço as entranhas invisíveis, os palcos
onde, além de mim, ninguém tem coragem de atuar.
O tempo – esse grande ator – diz que já me
avisara sobre tudo. São sensações estranhas que se instalaram em mim e não
querem mais partir. Pensei em levantar e seguir, mas seguir sem um plano, seria
apenas mais um tropeço.
A vida tem um script e, de alguma forma,
todos estamos tentando seguir o nosso papel.

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