Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada.
Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem
mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há
beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir
as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio
da cura.
Cada passo traz a sensação de que estamos lutando
por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo
silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante
da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.
Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero
mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar.
Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero
um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...
Rita Padoin

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