sábado, 27 de dezembro de 2025

Lacuna

Dentro do vazio há uma lacuna cheia de verdades.

Rita Padoin

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Viver

Viver sem a intenção de buscar aquilo que não está alinhado aos interesses do todo seria o ideal.

Rita Padoin

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

O que...

O que está dentro, fora não encontrarás. 

Rita Padoin

domingo, 21 de dezembro de 2025

Há Caminhos

Há caminhos incertos que consertam.

Rita Padoin

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A Saudade

A saudade tem passagem, tem história e carrega momentos que jamais serão esquecidos.

Rita Padoin

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

As Paredes que Me Habitam

Enquanto as coisas permanecem confusas, estendo as mãos e me esforço para entender o que possa estar acontecendo. Crio minhas próprias expectativas dentro do espaço onde me sinto segura. São todas as minhas loucuras presas num quarto escuro – e, por enquanto, não pretendo soltá-las.

 

Em cada canto desta casa, as paredes estão velhas e desgastadas. Preciso me organizar e compreender o que aconteceu. Encontrar a casa neste estado me abalou demais.

 

Não esperava que as coisas estivessem assim – tão desoladas, tão esquecidas, tão abandonadas. Estou tentando recolocar tudo no seu devido lugar. Tornar o ambiente habitável, leve, respirável. Só assim conseguirei sobreviver em meio a esse caos – nessa bagunça que ficou entre a ida e a volta.

 

Há palavras soltas dentro de mim, querendo se libertar. Há gaiolas invisíveis tentando me prender. Há lágrimas presas, desejando sair sem ser convidadas. Quantos dias de espera...os minutos são lentos, e as horas se arrastam como cobras rastejando pelo chão.

 

A vida é um estranho caminho a percorrer. No silêncio das noites frias e intensas, sinto minhas emoções aflorarem de tal forma que não consigo contê-las. No intervalo das minhas decisões, revivo meu passado – ele me parece tão distante, como se eu nem tivesse passado por lá.

 

O meu presente, na verdade, é o que me mantém viva, pois é nele que habito agora.

 

O presente vibra dentro de mim. Sinto uma energia forte. De um lado, um sopro sussurra que preciso viver intensamente. Do outro, meus instintos me sacolejam para que eu acorde. Mas como viver o hoje com pendências? Com coisas que precisam ser resolvidas, com pessoas precisando de mim?

 

Não há como viver como se não houvesse amanhã se essas pendências continuam batendo à minha porta. De que adiantaria viver com o peito apertado, com a angústia me sufocando? Não adiantaria nada. Só consigo viver bem se eu estiver em paz.

 

Espero que todas essas pendências se resolvam o quanto antes. O tempo está curto, e o tempo que me resta parece escapar pelos dedos. Mas, se tudo se resolver logo, caberá a mim aproveitar o pouco que resta – com leveza e com sabedoria. 

Rita Padoin

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Se o Amor...

Se o amor não encontra morada em ti, ele habita em mim.

Rita Padoin 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Nas Fissuras do Tempo

A vida tem me mostrado que nada é fácil. Eu sei: é difícil. Sei também que essa parede que divide nossa história, está por um triz de ser destruída – a um passo do reencontro. Não entendo por que tudo precisa ser tão complicado, mas compreendo que é preciso ter calma. Tudo no seu tempo.

 

Aprendi na caminhada que há passagens pelas quais precisamos atravessar para crescer. Só que essa demora...essa demora corrói por dentro. É preciso estar em um patamar muito alto para sobreviver a tudo isto.

 

Meus dias estão contados, e as horas não tem pena de ninguém. Correm – impiedosas. Os anos, então, nem olham para os lados. O ano começa e, quando percebo, já é fim de ano. Nesse intervalo entre um ano e o outro, sinto meus passos mais lentos.

 

Conheço as fissuras por onde o vento entra e a chuva se infiltra pelo mesmo caminho. Conheço as entranhas invisíveis, os palcos onde, além de mim, ninguém tem coragem de atuar.

 

O tempo – esse grande ator – diz que já me avisara sobre tudo. São sensações estranhas que se instalaram em mim e não querem mais partir. Pensei em levantar e seguir, mas seguir sem um plano, seria apenas mais um tropeço.

 

A vida tem um script e, de alguma forma, todos estamos tentando seguir o nosso papel. 

Rita Padoin

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Tu és...

Tu és meu primeiro e último pensamento.

Rita Padoin

sábado, 6 de dezembro de 2025

Falésias do Meus Silêncio

Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.

 

Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.

 

Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.

 

Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...

Rita Padoin

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Recompensa

Não esperes recompensas pelos teus atos. Faça-o. Ele é a própria recompensa.

Rita Padoin

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

As Margens do Silêncio

Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.

 

É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.

 

Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.

 

Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza. 

Rita Padoin

Escritora

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Entre Vales e Primaveras

Vivo grandes momentos da minha história – cada um, sob ângulos diferentes, olhares diferentes, maneiras diferentes. São as minhas perspectivas diante do meu ideal e das minhas expectativas. É natural me sentir ansiosa diante de um acontecimento.

 

Não fui feita para construir um mundo sólido e resistente ao meu alcance. Sou feita de carne e osso – e sofro por consequência de um passo em falso, de uma crise amorosa, de um evento inesperado. Sofro antecipadamente por qualquer coisa que fuja do meu controle ou dos meus sonhos coloridos.

 

Quando preciso caminhar por entre vales desconhecidos, sinto, de início, uma certa angustia querendo se libertar de dentro de mim. É como se meu corpo fosse uma cela com barras de ferro, e minha angústia, ali dentro, pedisse socorro. Mas, não desisto. Continuo o caminho firme, sem deixar abater.

 

Meus passos são lentos, e o vale que percorro tem gosto de primavera. As flores que encontro pelo caminho ajudam a libertar, aos poucos, a angústia que mora em mim. 

 

Rita Padoin

Escritora

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Ser Poeta

Ser Poeta é transformar a dor em arte. Em cada verso as palavras encontram abrigo e ganham asas para a imaginação. 

Rita Padoin

sábado, 29 de novembro de 2025

O Peso da Liberdade

Nunca fui totalmente livre. Sempre havia algo – ou alguém – que me amarrava. A sensação de liberdade e paz sempre existiu dentro de mim, mas com o tempo, tudo parecia ir por água abaixo. Lá estava eu, presa a compromissos que mascaravam a realidade, tentando me convencer de que eu era feliz.

 

Hoje, percebo que tudo aquilo era apenas uma forma de manter a união. Se fosse agora, jamais entregaria meu cem por cento. Nunca mais me deixaria para traz por completo. Daria apenas cinquenta por cento – o necessário, o justo.

 

Afinal, tenho a minha vida, meus compromissos, minhas vontades e meus ideais. E nada disso merece ser silenciado. 

 

Rita Padoin


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

O Chamado

Há em mim um chamado profundo: Meu espírito deseja abraçar o seu.

Rita Padoin

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O Silêncio

O silêncio diz mais do que possamos imaginar.

Rita Padoin


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Enfim...

Enfim... o medo se desfez em poesia.

Rita Padoin

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Sem Sal

Sem sal, sobra apenas o que não convém.

Rita Padoin

domingo, 23 de novembro de 2025

Quando Regressamos

Quando regressamos, é porque algo nos espera.

Rita Padoin

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

A Tua despreocupação

A tua despreocupação me assusta.

Rita Padoin

terça-feira, 18 de novembro de 2025

51 anos depois: O retorno ao nosso ponto de partida

Em 1974, éramos quatro meninas rumo à escola — Rita Padoin, Vanilda Padoin, Eleamar de Rochi e Maria Onice Cechinel. Naquele belo dia, alguém que não recordamos, tirou uma foto enquanto esperávamos o ônibus, num lugar um pouco afastado de casa, onde nossos sonhos ainda eram pequenos, mas já nos acompanhavam silenciosamente.

O tempo passou… cinquenta e um anos se foram. Cada uma seguiu seu caminho, construiu sua vida, enfrentou obstáculos, guardou lembranças, cultivou saudades. E, ainda assim, algo invisível continuou nos unindo: aquele instante inocente congelado na fotografia de 1974.

Então, meio século depois, nós quatro voltamos ao mesmo lugar. Paramos exatamente onde antes éramos apenas meninas com cadernos e esperança nos olhos. E ali, no mesmo ponto, tiramos outra foto — agora mulheres, maduras, cheias de histórias, vitórias e cicatrizes.

O cenário não era mais o mesmo, e nós também não. Mas havia algo que permanecia intacto: o laço que a vida nunca conseguiu desatar.

A nova foto não registra apenas quatro mulheres; registra o tempo que passou, o caminho que percorremos e a certeza de que algumas amizades atravessam décadas e sobrevivem a tudo.

Porque, no fundo, voltar ao mesmo lugar depois de tantos anos é um jeito bonito de agradecer à vida pela oportunidade de reencontrar quem éramos — e quem ainda somos — quando estamos juntas.

Rita Padoin
Escritora

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domingo, 16 de novembro de 2025

O teu destempero

O teu destempero e a tua frieza são arestas que o tempo há de limar. 

Rita Padoin

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Somos Eternos

Somos eternos quando trabalhamos o nosso lado espiritual. Nele está a nossa força e a nossa garra.

Rita Padoin 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Saudades

Saudades e tempo são sinônimos espera.

Rita Padoin

domingo, 2 de novembro de 2025

Não sei viver...

Não sei viver no meio de rejeição.

Rita Padoin

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Ou arrisca...

Ou arrisca, ou perde o fio da meada.

Rita Padoin

domingo, 26 de outubro de 2025

Sonhar...

Precisamos sonhar. É o sonho que nos leva a seguir adiante. É o que nos mantém vivos e esperançosos.

Rita Padoin

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Vida Equilibrada

Quando levamos uma vida equilibrada, nos mantemos firmes para continuar a nossa caminhada sem cair.

Rita Padoin

sábado, 18 de outubro de 2025

Nada será igual...

Nada será igual. Tudo se transforma, mas sem arriscar, a coragem não se justifica.

Rita Padoin

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

O que é de Alma...

O que é de alma não morre, adormece.

Rita Padoin

domingo, 12 de outubro de 2025

Tua Frieza...

Tua frieza demonstra desinteresse.

Rita Padoin

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

É Claro...

É claro que viver assusta. Caso contrário não sofreríamos.

Rita Padoin


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Estamos Vivendo...

Estamos vivendo como se o amanhã estivesse ao nosso alcance e o ontem presente no agora.

Rita Padoin 

domingo, 5 de outubro de 2025

Eu Prefiro...

Eu prefiro me recolher do que ser rejeitada.

Rita Padoin

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Entender...

Entender o que nos foi proposto é uma obrigação, pois fomos enviados para aceitar, lutar e vencer.

 

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

O Sofrimento

O sofrimento é um parente do medo e da ansiedade. 

Rita Padoin 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Querer quando não sabemos se podemos ter, é sofrer antecipadamente.

Rita Padoin

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Sonhar...

Sonhar é transformar o que idealizamos em realidade.

Rita Padoin

sábado, 27 de setembro de 2025

Teu Silêncio

O teu silêncio me confunde.

Rita Padoin

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Cada dia...

Cada dia é um dia diferente. Precisamos entender que fomos enviados para as lutas constantes.

Rita Padoin

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

O que me faz forte...

O que me faz forte, me angustia de certa forma.

Rita Padoin

domingo, 21 de setembro de 2025

Sonhar

Nunca devemos desistir de sonhar, pois o sonho é o combustível da nossa viagem para a realização dele.

Rita Padoin 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Sinto falta...

Sinto falta daquilo que me fez despertar e entender a verdadeira face do amor.

Rita Padoin

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Não Desisti...

Não desisti de tudo. Nem deixei para trás meu sonho. Apenas, dei um tempo para fazer o que era necessário.

Rita Padoin 

domingo, 14 de setembro de 2025

Se preciso de amor?

Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive aqui dentro e eu sobrevivo dele.

Rita Padoin

sábado, 13 de setembro de 2025

Se sou romântica?

Se sou romântica? Extremamente romântica. Sem essa força poética, quem seria Eu?

Rita Padoin

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Viver é assim...

Viver é assim, um dia de cada vez e uma história para contar. Cada tropeço, um avanço. Cada luta, uma vitória e cada momento, uma celebração. 

Rita Padoin

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Meus Silêncios

Faço dos meus silêncios a minha morada.

Rita Padoin

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sinal

No momento em que sinto uma vibração, encaro como um sinal.

Rita Padoin