Nunca fui totalmente livre. Sempre havia algo – ou
alguém – que me amarrava. A sensação de liberdade e paz sempre existiu dentro
de mim, mas com o tempo, tudo parecia ir por água abaixo. Lá estava eu, presa a
compromissos que mascaravam a realidade, tentando me convencer de que eu era
feliz.
Hoje, percebo que tudo aquilo era apenas uma forma
de manter a união. Se fosse agora, jamais entregaria meu cem por cento. Nunca
mais me deixaria para traz por completo. Daria apenas cinquenta por cento – o
necessário, o justo.
Afinal, tenho a minha vida, meus compromissos,
minhas vontades e meus ideais. E nada disso merece ser silenciado.
Rita Padoin








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